segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Mab

Nunca entendi completamente a necessidade, melhor, a utilidade de personagens mágicos nas HQs de super-heróis. Os super-heróis são, segundo compreendo, adventos da era moderna, racional, científica – por mais absurda que seja a explicação dos poderes do Superman, Flash ou Lanterna Verde, elas possuem um apelo científico (ou pseudo-científico). Compreende-se, por exemplo, que a natureza alienígena do Superman lhe capacite a executar os feitos que lhes são comuns (ou incomuns). Porém, uma explicação mágica e misteriosa para a existência de, por exemplo, o Capitão Marvel (da DC) é pedir demais do leitor, habituado a TVs de plasma, celulares e que tais. Embora tenha simpatia por personagens como Zatanna, prefiro a magia num outro contexto, como em Livros de Magia e Hellblazer, do selo Vertigo (por sinal, também da DC). Contudo, uma personagem com apelo mágico não deixa de ser interessante, embora ladeada por super-heróis. Mabelline Quenesendt é inglesa e possui poderes que fazem recordar a magia, embora não sejam mágicos – teletransporte, telecinése, invisibilidade, limitado controle sobre a manipulação do fogo, etc. A principio ela é apenas mais uma pobre e confusa mulher que descobre possuir super-poderes durante a puberdade; sua personalidade é moldada, em parte, por sua reação a esta mudança de status, de humana ordinária a extraordinária. Afoita e maravilhada com os próprios poderes, ela irá no futuro se aliar a uma consciência alienígena, em busca de maior poder, e será o estopim de uma grande crise mundial.

1 comentários:

Teia de Textos disse...

Oba! Amo o Caos!! hehe