
A história de Tomas Aindan segue, ao menos, um dos clichês comuns dos super-heróis – é adotado, mas irá conhecer sua origem em momento oportuno; de resto, pode-se dizer que me esforcei um cadinho a fim de lhe dar uma vida tão plena em experiências que ela irá durar para além do fim do planeta Terra. Pode-se compreender, por exemplo, que um sujeito criado na região rural de um país reflita os valores e a ingenuidade comuns a esta, como Superman – Primus não é diferente, embora não tenha sido criado num rincão interiorano. Carrega consigo algo da malicia da cidade grande, da impessoalidade dos prédios e do concreto que acinzentam a paisagem. Isto não lhe é impedimento algum para fazer valer os mais básicos conceitos de dignidade, nobreza heróica e fidalguia. Suas semelhanças com o super-herói básico cessam por aí. Ele não possui o kit fundamental de super-poderes – na realidade seus poderes evoluem e aumentam em qualidade e quantidade [uma das mais marcantes de suas experiências, aliás, diz respeito ao aprendizado do desenvolvimento de suas habilidades]. Ele não possui a eterna e chorosa namorada que fica dependurada em sua capa a primeira oportunidade – ele terá 3 namoradas ao longo da vida, sendo a última sua esposa e mãe de seus filhos; nenhuma delas corresponderá ao estereótipo da mocinha frágil e vulnerável. Contudo, há uma série de detalhes que devem ser cuidadosamente trabalhados para compor a história dessa personagem, de tal conta que não devo revelar mais nada, apenas que ele é o narrador de toda a saga – papel óbvio, já que lhe caberá a imortalidade.
1 comentários:
Gostei!
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